22/08/2003 02:16
“SORRIA”
Sorria alma sofrida, decantada, padecida
voltada para encantos que a tornam
ainda mais triste e perdida.
Dia a dia remando sem fim
buscando dores em gotas de pedras.
Um dia as ondas tão mais revoltas
perdem-se, embalam-se
resvalam-se, quedam-se, quebram-se,
vive-se, morre-se um poeta assim
busca na vida e encontra-se no nada.
Vê o tudo e perde-se. Odiar nunca
porque o ódio não deixa de ser também
um pouco de amor transformado, querido,
igualado ao todo. E o que é o todo?
Seria o nada que é tudo ?
Ou seria o tudo que é nada?
Este carinho vai para a Musa do meu blog, por ela andar tristinha com problemas de saúde. Nós te amamaos, não se esqueça disso. Esse poema é seu:
enviada por zaga
22/08/2003 00:40
Esse é um dos poemas do meu livro de poesias "Essência":
"Sussurro do Vento"
Vento que ventas embalando,
qual palmeira ou bandeira a tremular
num mastro esguio, ereto...
Dissecas o todo do meu "EU"
teu desafio na penumbra do meu ser
cansado de desalentos sombrios.
Ouvir você é sentir a voz divina que fala
daquela dor, daquela saudade, da alegria
numa profunda cantata de amor e perdão.
Resguardá-la? Quem há de?
É uma corrida incessante
que a cada momento extravaso
sentindo a paz infinita dos vales.
Assim como me encontro agora:
Mais viver para sentí-los
Mais sentí-los para viver...
enviada por zaga
22/08/2003 00:34
"Os Poemas"
Mário Quintana
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
enviada por zaga
22/08/2003 00:32
Elvira Pagã quem diria? 82 anos. Vedete do Teatro de Revista, uma mulher que virou o Brasil de cabeça para baixo com suas formas esculturais e escândalos. Elvira Pagã fazia mais sucesso pela ousadia em mostrar as pernas e até os seios numa época em que a mulher mostrava-se muito menos do que agora. Dizem os jornais que Elvira andava por Copacabana acaducar, andando de um lado para o outro. Morava lá sustentada por uma irmã. Que pena que os artistas daquela época não tinham a fartura de dinheiro que rola por agora. Vá em paz!
enviada por zaga
22/08/2003 00:28
O Presidente do Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora, Prof. Otto de Alencar de Sá Pereira,convida para a Homenagem à Senhora Princesa D. Maria da Graça de Orleans-e-Bragança, que terá lugar no Plenário Barbosa Lima Sobrinho – Palácio Tiradentes (ALERJ),na qual Sua Alteza Real receberá o título de Benemérita do Estado do Rio de Janeiro, no próximo dia 25 de Agosto de 2003 (segunda-feira), às 18 horas.
enviada por zaga
20/08/2003 01:46
Rosali e Patricia enviaram e eu publico:
Precisamos de Santos
(Papa João Paulo II)?
Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema,
ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em
primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia
para rezar e que saibam namorar na pureza e
castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI,
com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres
e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo,
se santifiquem no mundo,
que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam coca-cola
e comam hot dog, que usem jeans,
que sejam internautas, que escutem disc man.
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente
a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri
ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema,
de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais,
amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo
e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo,
mas que não sejam mundanos.
enviada por zaga
20/08/2003 01:41
O AMIGO MACIEL ENVIA E EU PUBLICO:
"É PRÓPRIO A TODOS OS HOMENS O
CONHECER A SI MESMO E SER MODERADO"
Heráclito.
Algumascoisas devem ser ditas antes de introduzirmos este sutra de Heráclito:
Primeiro: conhecer a si mesmo é a coisa mais difícil.
Não deveria ser assim. Deveria ser exatamente o oposto - a coisa mais simples. Mas não é, por muitas razões. Tomou-se tão complicado, pois você investiu tanto na auto-ignorância que parece quase impossível retornar, voltar à fonte, encontrar a si mesmo.Toda a sua vida, tal como ela é, como é aprovada pela sociedade, pelo Estado, pela Igreja, está baseada na auto-ignorância. Você vive sem se conhecer, porque a sociedade não quer que você se conheça. É perigoso para a sociedade. Um homem que conhece a si mesmo está destinado a ser rebelde. O conhecimento é a maior das rebeldias, quer dizer, o autoconhecimento, não o conhecimento acumulado através de escrituras, não o conhecimento encontrado nas universidades, mas o conhecimento que acontece quando você encontra o seu próprio ser, quando chega a si mesmo na sua nudez total; quando você se vê como Deus o vê, não como a sociedade gostaria de vê-lo; quando você vê o seu ser natural, no seu florescimento total e selvagem - não o fenômeno civilizado, condicionado, educado, polido.A sociedade está interessada em fazer de você um robô, não um revolucionário, porque o robô é mais útil. É fácil dominar um robô; é quase impossível dominar um homem de autoconhecimento. Como se pode dominar um Jesus? Como se pode dominar um Buda ou um Heráclito? Ele não cederá, não obedecerá ordens. Ele se moverá, através de seu próprio ser. Será como o vento, como as nuvens; ele se moverá como os rios. Será selvagem - naturalmente belo, natural, mas perigoso para a falsa sociedade. Ele não se ajustará. A menos que criemos no mundo uma sociedade natural, um Buda continuará sendo sempre um desajustado, um Jesus certamente será crucificado.A sociedade quer dominar; as classes privilegiadas querem dominar, oprimir, explorar. Gostaria que você permanecesse completamente inconsciente de si mesmo. Esta é a primeira dificuldade. E a pessoa tem de nascer numa sociedade. Os pais fazem parte da sociedade, os professores fazem parte da sociedade, os padres fazem parte da sociedade. A sociedade está em toda parte, à sua volta. Parece realmente impossível - como escapar? Como encontrar a porta que leva de volta à natureza? Você está cercado por todos os lados.A segunda dificuldade vem do seu próprio ser - porque você também gostaria de oprimir, de dominar; você também gostaria de possuir, de ser poderoso. Um homem de autoconhecimento não pode ser escravizado, e também não pode escravizar ninguém. Não se pode oprimir um homem de conhecimento e um homem de conhecimento não pode oprimir ninguém. Ele não pode ser dominado e não domina. A dominação simplesmente desaparece nessa dimensão. Você não pode possuí-lo e ele não possui ninguém. Ele é livre e ajuda os outros a serem livres.Esta é uma dificuldade ainda maior do que a primeira. Você pode evitar a sociedade, mas como evitar o seu próprio ego? Você sente medo - porque um homem de conhecimento simplesmente não pensa em termos de posse, de domínio, de poder. E inocente como uma criança. Ele gostaria de viver totalmente livre, e gostaria que os outros também vivessem livres.Esse homem será uma liberdade aqui neste seu mundo de escravidão. Você gostaria de não ser explorado? Sim, você responderá, você gostaria de não ser explorado. Gostaria de não ser um prisioneiro? Sim, você gostaria de não ser um prisioneiro. Mas gostaria também da outra coisa? - de não prender ninguém? Não dominar, não oprimir e explorar? Não matar o espírito, não transformar o outro num objeto? Isso é difícil. E lembre-se: se você quiser dominar, você será dominado. Se você quiser explorar, você será explorado. Se você quiser que alguém seja seu escravo, você será escravizado. Os dois lados pertencem à mesma moeda. Esta é a dificuldade do autoconhecímento. Senão, o autoconhecimento seria a coisa mais simples, a mais fácil. Não haveria nenhuma necessidade de se fazer qualquer esforço.Os esforços são necessários para essas duas coisas, elas são as barreiras. Observe e veja essas duas barreiras, e comece abandonando a sua. Primeiro, pare de dominar, de possuir e explorar, e de repente será capaz de escapar da armadilha da sociedade.O ego é o problema, é por isso que você não se pode conhecer. O ego lhe dá indubitáveis imagens falsas de si mesmo. E se você carrega essas imagens consigo durante muito tempo, começa a sentir medo. Teme que se a sua imagem desmoronar, a sua identidade será quebrada. Você cria uma falsa face e depois sente medo: se essa máscara cair, quem será você? Você enlouquecerá. Você investiu demais nela. E todos pensam em si mesmos em termos tão elevados, em termos tão falsos; ninguém concorda com eles, ninguém os aprova, mas o ego deles acha que todos estão errados.
Extraído do livro:
"A Harmonia Oculta"
Rajneesh (Osho)
enviada por zaga
18/08/2003 01:16
Olha eu aí todo bobo com meu novo
livro. Só que agora é de poemas. Espero
você no lançamento, vai custar baratinho.
Chega de ficar pagando caro por um livro.
enviada por zaga
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