Zaga, Literatura & Cia....

14/09/2003 21:40

Estou indo embora e triste com a solidão de ficar sozinho (?) no meu blog. A filosofia de um blog são os "comentários", mas as pessoas têm medo de se expor ou de escrever como dizem certos amigos. Não fosse a Musa Maior do meu blog a Rose Leal Charmos@ estaria sozinho.Agradeço ao Fogovivo, a Ana Lúcia Merege, Rosali, a Tininhha, Regina Célia, Roca, e outros amigos que vez em quando passam e deixam comentários. Acho que farei como o Marcelo do blog contos, poemas...ele está certo. Darei um mês para ver se as coisas mudam, se mudarem continuarei, do contrário ADEUS AMIGOS....
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11/09/2003 01:15

Olha o Emilio aí geeentee! O "Na Califa Band" brilhou no dia 16 de agosto no Café Sevilla na Califórnia. Emilio, meu querido filho é o baterista, estão fazendo o maior sucesso tocando músicas brasileiras dos Paralamas, Titãs e uma pá de gente boa.

enviada por zaga



10/09/2003 00:57

Desde cedo, Fernando Pessoa inventara seus companheiros. Ainda em Durban, imagina os heterônimos Charles Robert Anon e H. M. F. Lecher. Cria também o especialista em palavras cruzadas Alexander Search e outras figuras menores. Mas seria no dia 8 de março de 1914 que os heterônimos começariam a aparecer com toda a força. Neste dia, Pessoa escreve, de uma só vez, os 49 poemas de O Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro. Como resposta, escreve também os seis poemas de Chuva Oblíqua, que assina com seu próprio nome. Logo, inventaria Álvaro de Campos e, em junho do mesmo ano, Ricardo Reis. Um semi-heterônimo de Pessoa, Bernardo Soares, só em 1982 teve sua obra, O Livro do Desassossego, composta por fragmentos de prosa poética, publicada.
Álvaro de Campos e Ricardo Reis, assim como o próprio Pessoa, consideravam-se discípulos de Alberto Caeiro, mas cada um seguiu os ensinamentos do mestre à sua forma, e chegaram até a travar uma polêmica muito interessante sobre o fazer poético.
A última frase de Fernando Pessoa foi escrita em inglês no dia de sua morte:
“I know not what tomorrow will bring” ou “Eu não sei o que o amanhã trará”
O amanhã trouxe para Fernando Pessoa uma admiração crescente. Suas obras foram aos poucos sendo publicadas e ele é considerado hoje, ao lado de Camões, um dos dois maiores poetas portugueses de todos os tempos. Nenhum poeta, em língua portuguesa, obteve tanto prestígio em todo o mundo.

enviada por zaga



08/09/2003 02:25

Tenho orgulho em pertencer à AVBL-Academia Virtual Brasileira de Letras.
enviada por zaga



08/09/2003 02:02

2004 está chegando e recomeçam os movimenros para escolha da nova "Musa do meu blog". Em 2003 tive a honra de ter a Rose Leal Charmos@, agora em 2004 quero ver quem se candidata. Lembrando que tem que ser fina; educada; não pode ser estressada e gostar muito de mim. Vamos lá, mandem seus nomes nos comentários, estarei esperando.
enviada por zaga



08/09/2003 01:47

enviada por zaga



08/09/2003 00:42

Mais do que meros pseudônimos, outros nomes com os quais um autor assina sua obra, os heterônimos são invenções de personagens completos, que têm uma biografia própria, estilos literários diferenciados, e que produzem uma obra paralela à do seu criador. Fernando Pessoa criou várias dessas personagens. Três deles foram excelentes poetas e seus poemas estão nesta antologia, lado a lado com os que Pessoa assinava com seu próprio nome. Os estudiosos seguem discutindo por que Pessoa teria criado seus heterônimos. Seria esquizofrenia? Psicografia? Uma grande piada? Um genial jogo de marketing poético? De certo, sabemos que a genialidade de Fernando Pessoa é grande demais para caber em um só poeta. Como bem o sintetizou o seu heterônimo mais atribulado, Álvaro de Campos:
"Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidades eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora."
Além disso, Fernando Pessoa viveu durante os primórdios do Modernismo, uma época em que a arte se fragmentava em várias tendências simultâneas, as chamadas Vanguardas: Futurismo, Cubismo, Expressionismo, Dadaísmo, Surrealismo e muitas outras.
A arte, no momento da explosão das inúmeras vanguardas modernistas por todo o mundo, também se dividia e se multiplicava. Fernando Pessoa, introdutor das
vanguardas modernistas em Portugal, ao se dividir, levou a fragmentação da
arte moderna às últimas conseqüências.



enviada por zaga